RETIRO DOS ARTITAS
O Retiro dos Artistas, localizado em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, é uma instituição que acolhe artistas idosos que passam por dificuldades financeiras, são abandonados pela família ou não têm onde morar. Lá eles recebem alimentação, fazem fisioterapia e passam até por cuidados em um salão de beleza. Os residentes ainda produzem, expõem seus trabalhos em um centro cultural e dão aulas para iniciantes no mundo do espetáculo.
Fundado em 1918, seu funcionamento depende de doações de dinheiro, roupas, alimentos, eletrodomésticos, móveis e também de trabalho voluntário.
É o caso do anão Coracy da Silva, o palhaço Tusca, de 74 anos, há 15 no retiro. Mesmo com mal de Parkinson e certa dificuldade para falar, continua ativo, com apresentações em festas de aniversário e animação em porta de lojas comerciais.
Dono de um humor ferino faz piada à toa e conquista o público desde que entrou para a vida circense, em 1950.
O Retiro dos Artistas foi fundado em agosto de 1918, por iniciativa do ator Leopoldo Fróes, sensibilizado com o grande número de colegas, atrizes e artistas estrangeiros fugidos da Europa, durante a Primeira Guerra Mundial e abandonados por seus empresários quando a paz voltou, exatamente naquele ano.
Leopoldo Fróes procurou Irineu Marinho, dono do jornal A Noite e numa campanha que fizeram conseguiu a doação do terreno que era do dono da Casa Edison, onde eram gravados os discos na época e assim surgiu a Casa dos Artistas.
A Casa dos Artistas custa entre R$ 75 e R$ 80 mil por mês e vive basicamente de doações de artistas em plena atividade, e também de captação pelo serviço terceirizado de telemarketing.
Tem também o aluguel do teatro Iracema de Alencar e um brechó instalado no primeiro andar do antigo casarão.
Ainda há os cursos de teatro para a comunidade e atividades orientadas para a terceira idade, mas é a festa junina que o Retiro dos Artistas promove há 62 anos o ponto alto do calendário anual.
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