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terça-feira, 25 de junho de 2013

TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO


 
 
 
Teatro Municipal do Rio de Janeiro localiza-se na Cinelândia (Praça Marechal Floriano), no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), no Brasil.
Inaugurado em 1909, como parte do conjunto arquitetônico das Obras de Reurbanização da Cidade do Rio de Janeiro (RJ), e abertura da Avenida Central, durante a prefeitura de Pereira Passos, exerce desde sua inauguração um importante papel para a cultura carioca e nacional, recebendo em seu palco importantes artistas, orquestras e companhias de Balet.
Apesar do nome, o teatro não pertence ao município, mas ao Estado do Rio de Janeiro.
É dirigido pela Fundação Teatro Municipal, que tem Carla Camurati como presidente. Em 4 de janeiro de 2013, foi anunciada a troca na direção artística: o maestro Silvio Viegas deixa o cargo, que acumulava com a regência da Orquestra do Teatro Municipal (OTM), e assume o maestro Isaac Karabtchevsky. A regência da OTM se mantém com o maestro Viegas.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, edificado entre o fim do século XIX e o início do século XX, está situado na Cinelândia, como é popularmente designada a área em volta da Praça Marechal Floriano, no coração do Rio de Janeiro, cidade brasileira. Ele é considerado um dos teatros mais bonitos e significativos do país, criado quando a produção teatral era muito rica entre os cariocas.


Além do mais, o Rio de Janeiro era ainda a capital brasileira, e não poderia continuar a exibir um vazio no lugar de um teatro que fosse digno de sua categoria. As duas maiores casas de espetáculo então ostentadas por esta cidade – o São Pedro e o Lírico – não tinham uma estrutura adequada, nem para a platéia, nem para os artistas da época.
Apesar dos esforços do dramaturgo Arthur Azevedo, em 1894, para que uma casa teatral fosse edificada na capital e pudesse abrigar uma companhia do município, mais ou menos nos padrões da Comédie Française, o único fruto conquistado foi uma Lei que impunha a criação do Theatro Municipal, o que, na verdade, não foi então concretizado.
Apenas no princípio do século XX foi publicado um edital que lançava um concurso para a exposição de planos para a elaboração do Theatro Municipal, uma iniciativa do prefeito Pereira Passos. O projeto que venceu causou então muita controvérsia, pois seu autor era supostamente o filho do próprio ocupante da Prefeitura, o engenheiro Francisco de Oliveira Passos, mas muitos afirmavam que esta criação, conhecida como ‘Áquila’, procedia do setor de arquitetura da repartição municipal. Além disso, o líder do governo era acusado de beneficiar seu filho.
O plano definitivo do futuro Theatro foi uma síntese do ‘Áquila’ e de seu concorrente, com as necessárias modificações. No dia 2 de janeiro de 1905 iniciou-se sua construção. A ornamentação do prédio ficou a cargo dos artistas mais significativos deste período, entre eles Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli.
O Theatro foi inaugurado no dia 14 de julho de 1909, depois de quatro anos e meio, pelas mãos do Presidente Nilo Peçanha e do prefeito da cidade, Francisco Marcellino de Souza Aguiar; nesta época ele podia abrigar 1.739 espectadores, mas em 1934 foi ampliado para que pudesse dar espaço a 2.205 pessoas; futuras mudanças criariam na casa de espetáculos 2.361 lugares.
Ele foi lacrado em 1975 para as necessárias reformas e a urgente modernização de sua estrutura; foi reinaugurado em 15 de março de 1978. Acrescentou-se um prédio anexo em 1996, com o objetivo de propiciar um espaço maior para os ensaios e as companhias de artistas. Assim, setores como o coral, a orquestra e o balé conquistaram novos recintos.
No início o Theatro reservava seu interior somente para grupos e orquestras internacionais, particularmente as italianas e as francesas. Em 1931, porém, surgiu a Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro. Alguns dos ocupantes desta casa teatral foram Maria Callas, Renata Tebaldi, Arturo Toscanini, Sara Bernhardt, Bidu Sayão, Heitor Villa-Lobos, Stravinsky, entre outros. Atualmente a maior parte dos espetáculos gira em torno da dança e da música erudita.
 
 

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